"Na prosperidade nossos amigos nos conhecem; na adversidade conhecemos os nossos amigos."
"O prazer dos banquetes não está nos pratos, mas nos amigos que nos acompanham à mesa."
"Nunca nos faltam amigos à mesa; encontramos poucos amigos nos momentos difíceis da vida."
"Amigos são aqueles que ajudam a nos colocar de pé quando nossas asas esquecem como voar."
"Um amigo é alguém que sabe a canção de seu coração e pode cantá-la
quando você tiver esquecido a letra."
"Segure um verdadeiro amigo com ambas as mãos."
"Meu pai costuma dizer sempre: quando você morrer, se tiver (feito)
cinco amigos verdadeiros, então você teve uma vida notável."
"Todos nós tomamos diferentes trilhas na vida; mas, não importa aonde
vamos, aproveitamos um pouco de cada uma delas em toda parte."
"Todos ouvem o que você diz. Os amigos escutam o que você fala. Os
melhores amigos prestam atenção ao que você não diz."
"Se todos meus amigos tivessem que pular de uma ponte, eu não pularia com
eles; eu estaria no fundo para pegá-los."
"Os amigos são a forma de Deus cuidar de nós."
"Se você morrer antes de mim, pergunte se pode levar um amigo."
Stone Temple Pilots
"A amizade é um espírito em dois corpos."
"O verdadeiro amigo é aquele que aparece quando o resto do mundo
desaparece."
NATALINAS.
O senhor vai me desculpar se lhe falo com liberdade, mesmo não tendo nenhuma familiaridade com o senhor. Para mim, o senhor é sempre um pouco estranho, e até acaba me resultando algo antipático. Me desculpe, viu?!
Nos meus tempos de criança, lá na Espanha, o senhor não era protagonista do Natal. Sabíamos mais ou menos que, nos países frios do norte da Europa, veneravam um tal de São Nicolau ou Santa Klaus, velho de barba branca e com um saco nas costas, que andava pela neve distribuindo presentes à riançada.
Para nós, Natal era o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José, Belém e a estrebaria, a estrela, os anjos, os pastores, os reis magos... O nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido de Maria. Deus feito hom em!
Tudo isso simbolizado e vivido - com muita fantasia e emoção, com muita religiosidade - no presépio, tão carinhosamente preparado em todas as famílias católicas, às vezes com arte extraordinária.
Era a missa da noite de Natal e as cantigas próprias desse tempo litúrgico. Também, claro, os presentes familiares, as comidas típicas (o turrón, por exemplo) e as tradicionais representações cênicas (os pastorets na minha Catalunha).
Tudo, sempre, em torno ao Menino Jesus. Ele era o Natal!
Agora - me desculpe -, o senhor entrou no meio e... botou o Menino Jesus para fora do Natal! Natal é o Papai Noel, Papai Noel é o Natal, e o Menino Jesus já era!
Francamente, o senhor está me incomodando. O velho matou o Menino, penso às vezes. E me dá raiva, viu?!
Pensando melhor, porém, sei muito bem que a culpa não é propriamente sua. O senhor entrou nessa sem querer. Foi metido no Natal deles. Eles o sentaram em cima do Menino, e o negócio interesseiro que fazem com o senhor apagou a luz e a graça do Mistério do Natal.
Natal virou mercado, já antes de chegarmos a estes tempos diábólicos do Mercado Total. E vira também, naturalmente, bebedeira e briga e esbanjamento e ofensa aos pobres que não têm nem casa, nem comida, nem calor humano.
Eu acredito que, se o senhor é mesmo São Nicolau, o que vai querer é que Jesus seja conhecido e amado e seguido. Isso é o que querem todos os santos e santas de verdade. Jamais o senhor pretenderia usurpar o Mistério do Natal, menos ainda para fazê-lo virar frivolidade e negócio.
Acreditando nisso, quero lhe fazer um pedido, senhor São Nicolau, o verdadeiro. Ou vários pedidos. Sendo que Deus resolveu nos dar o seu próprio Filho, todo pedido é pouco...
Continue a entregar presentes a todo o mundo, sobretudo aos duros de coração e aos corações de criança.
Para os duros de coração, o sentido da justiça e da solidariedade e da partilha. Para os corações de criança, mais sonho ainda (utopia, necessária como o pão de cada dia), a esperança sempre maior, uma ternura do tamanho de todas as estrelas de Natal juntas e muita coragem e união para lutarem pelo Tempo Novo que Jesus veio inaugurar com o seu nascimento.
Ajude aos pobres e marginalizados do campo e da cidade, negros, índios e brancos, mulheres e homens, a conquistarem a terra e o pão, a casa e a dignidade, a cidadania e a festa.
A todas as autoridades deste mundo, vergonha, responsabilidade e espírito de serviço.
E a todas as pessoas, aquele presente maior, que é o próprio Evangelho, a Boa Nova que os anjos de verdade cantaram nessa Noite, a mais bela da História humana, porque nela o próprio Deus nasceu feito humano, como nós, filho de mulher, criança e pobre...
Desculpe, senhor Papai Noel, se pensei mal do senhor, e muito obrigado se pedi bem! Com um beijo em barba branca.